Home / Grandes Seleções / Rio 2016! Sexto dia! Simone Biles, a baixinha gigante, busca ficar na mesma altura de Phelps. A Olimpíada desconstrói paradigmas!

Rio 2016! Sexto dia! Simone Biles, a baixinha gigante, busca ficar na mesma altura de Phelps. A Olimpíada desconstrói paradigmas!

A seleção masculina de handebol fez história, venceu a poderosa Alemanha, número 1 do ranking, e mostrou a evolução pelo qual o esporte passou no país, tanto no feminino (que já havia vencido a Noruega, também número 1 do ranking), quanto no masculino. As medalhas no handebol não são um sonho distante e sim uma realidade concreta.

  1. Michael Phelps cansou de bater recordes nos Jogos Olímpicos Modernos e já começou a superar até os atletas da antiguidade, no caso Leonidas de Rodas. Bom, Phelps já tem 22 ouros e 26 medalhas olímpicas ao todo. O Brasil, em quase 100 anos desde a primeira dourada em 1920, somou só 24. Phelps está apenas duas medalhas atrás do Brasil. Um bom convite a reflexão sobre essa lenda do esporte e, sobretudo, a forma como o Brasil é incapaz de produzir esportistas pelo simples fato de não investir lá na raiz do problema: a base. Não é só questão esportiva, é questão social. Rafaela Silva, nossa menina de ouro, tornou-se judoca dentro de uma comunidade carente quando sua vida tendia para o crime. E não foi por um projeto do governo, mas por um projeto filantrópico de Flávio Canto (judoca histórico do Brasil). Se tivessem mais investimentos nos esportes dentro das comunidades carentes, certamente os jovens teriam esperanças em um futuro melhor e não iriam fazer arrastões pelas ruas. Suas cabeças estariam ocupadas! A solução encontrada pela sociedade: “que a polícia mate”. Essa é a forma correta? A morte, nesse caso, é do Governo (sem relação partidária e eu falo de governo federal, estadual ou municipal). Abro um parêntese, se as pessoas saírem do fanatismo partidário e buscarem soluções para um Brasil melhor, provavelmente vamos acabar com essa crise. Caso contrário, a bola de neve tende a aumentar. Voltando ao esporte, se eles (os governantes) buscarem na raiz, projetarem investimentos sérios no esporte, na cultura e em educação, naturalmente o cenário negativo vai mudar e o número de adolescentes no crime diminuir. Parabéns, Phelps. Você, se fosse um país, certamente seria de primeiro mundo.
  2. Na natação, uma curiosidade histórica. A americana Simone Manuel e a canadense Penny Oleksiak empataram em tudo nos 100 metros livre. Ganharam juntas e ainda bateram o recorde olímpico. O resultado: dois ouros na mesma prova. Não teve prata! A sueca Sarah Sjostrom ficou com o bronze. O brasileiro Thiago Pereira, ícone da natação nacional, foi muito bem na final dos 200 metros medley, lutou como um guerreiro, tendo adversários como Michael Phelps e Ryan Lochte pela frente. Ele vinha na busca pela prata até o fim, já que Phelps é insuperável, mas acabou perdendo o fôlego, algo que também aconteceu com o mítico Lochte (ficou fora do pódio). Bruno Fratus, minha esperança de medalha na natação, conseguiu se classificar para a final dos 50 metros livre. Responsável pela eliminação de Cesar Cielo, Fratus tem potencial para tentar algo na noite desta sexta-feira.
  3. A Mayra Aguiar é uma das minhas atletas favoritas e ninguém tira da minha cabeça que ela que deveria estar no lugar mais alto do pódio. A francesa, sua adversária na semifinal, fugiu da luta, teve falta de combatividade e a arbitragem foi tendenciosa ao punir somente Mayra. Perdeu por punição! O mais incrível disso tudo foi Mayra não se abater e 20 minutos depois voltar com força total para conquistar um bronze com sabor de ouro. Ela comemorou muito sua segunda medalha olímpica, tem 25 anos e vai ter algumas outras chances de um ouro olímpico. Creio que a vez de Mayra chegará!
  4. Não temos surpresas no vôlei masculino. A Polônia, na minha opinião, é a favorita ao ouro e a Itália (sempre muito forte) aparece como a grande rival dos polacos. Rússia, França, EUA e Brasil estão em momentos de muita instabilidade, mas são seleções com história no esporte e, a qualquer momento, podem crescer e aparecer para tentar desbancar a Polônia. Creio que o Brasil, que ontem perdeu para os EUA,  pode sonhar com um bronze, talvez até uma prata. A derrota para a Sérvia por 3-0 na Liga Mundial mostrou que a seleção brasileira está abaixo de outras potências esportivas, talvez até mesmo da Sérvia (campeã da Liga Mundial e que não se classificou para a Rio 2016). Através disso, dá para perceber o equilíbrio que marca o vôlei atualmente: a campeã da Liga Mundial ficou de fora da Olimpíada.
  5. Rafael Nadal, um dos grandes nomes do esporte mundial, segue de forma espetacular no tênis, é finalista nas duplas e será adversário do brasileiro Thomaz Belucci nesta sexta-feira. Promessa de muitas emoções! Diga-se de passagem, o cara está endiabrado, quer o ouro mesmo e está vibrando como nunca. Nadal, a exemplo de Djokovic, mostra o que é o verdadeiro espírito olímpico.
  6. O ouro de Fiji no rugby me fez refletir sobre como, algumas vezes, somos boçais ao tratar países desconhecidos. Eu mesmo fui crítico com a seleção de Fiji disputar o futebol olímpico, afinal trata-se de um país sem nenhuma possibilidade de sair da competição a não ser com goleadas astronômicas. Fiji não é nada no futebol, o Brasil é. Fato! Mas aí vamos ao rugby, esporte que não é popular por aqui, mas que é um dos mais populares do mundo. A Copa do Mundo de Rugby é o terceiro evento de maior audiência mundial, perde apenas para os Jogos Olímpicos e para a Copa do Mundo de futebol. Enfim, na Oceania o rugby é muito popular, tanto é que Austrália e Nova Zelândia são potências. Os neo-zelandeses, apelidados de “all blacks”, são uma das equipes esportivas mais carismáticas do mundo, enquanto a seleção neo-zelandesa de futebol, os “all whites”, é fraca e ninguém por lá se importa se ela está vencendo ou não. O negócio deles é o rugby! Fiji foi campeão no masculino e fez 40-12 no Brasil, que ainda levou outras goleadas astronômicas. No futebol, Brasil é potência, no rugyb a Oceania manda e desmanda. No rugby sevens, pela primeira vez em uma competição olímpica, Fiji volta para casa com uma medalha. Ela é dourada! Histórica!
  7. O basquete feminino fez feio na Rio 2016, foi eliminado com antecedência e melhor nem apontar erros agora. Tem que rever tudo! Aliás, já tinha que ter revisto desde Londres. No masculino, derrota de 80-76 para a Croácia. O basquete masculino não é excelente e nem tão ruim, é uma equipe que consegue fazer jogos equilibrados e sair com a vitória contra equipes poderosas (venceu a Espanha de Paul Gasol). Se vai classificar, se vai brigar por um bronze (acho o máximo possível para a seleção) eu não posso dizer. Mas que eles lutam, isso ninguém pode negar. Eles vão na raça!
  8. A cena mais triste do dia foi a contusão de Jade Barbosa durante a prova de ginástica artística na competição geral individual. Seu choro não comoveu só os brasileiros, comoveu o mundo. Força, Jade!  Simone Biles é um fenômeno na ginástica artística, já tem dois ouros e esse é só o início de uma carreira que promete ser das mais fantásticas da história do esporte. Tanto que já colocam a ginasta como a possível candidata a quebrar os recordes de Michael Phelps no futuro. Por enquanto, vamos ficar só nos seus 10 ouros em Mundiais e os 2 olímpicos ainda com 19 anos, o que já deixa a garota como a mais condecorada ginasta da história dos EUA. Voltaremos a buscar esses números muitas vezes, nos Jogos de 2020, 2024, 2028… Ela vai longe! Muito longe!
  9. Fotos: Agência Reuters, Rio 2016, Globo Esporte, Brasil 2016, Getty Images e COI.
EUA e Canadá dividem o ouro na natação

Deu empate! EUA e Canadá dividem ouro e recorde olímpico na natação! Bizarro!

25 medalhas

Quadro de medalhas! EUA muito acima e Brasil muito abaixo. Infelizmente é o triste contraste entre um país desenvolvido e que investe no esporte e outro que não forma atletas, apenas preocupa-se com futebol.

24 phelps

Phelps faz o gesto: já são 4 de ouro! Eles ainda vai buscar mais! Com 22 ouros e 26 medalhas olímpicas ao todo, Phelps é a Alemanha da natação. Só não me venha inventar de nadar no Mineirão, Phelps. Humilhação já temos demais!

23 nandebol

O handebol é a grande surpresa da Rio 2016. Meninas e Meninos fazem sucesso, derrubam gigantes, contam com o apoio incondicional de uma torcida apaixonada. Está tudo muito mágico que eu começo a acreditar até em dobradinha no pódio. Na verdade, eu acho que as duas seleções estarão entre as melhores, mas a minha esperança é de dois ouros. Um sonho impossível? Não sei! Talvez o handebol olímpico vire um filme no futuro.

22 jade barbosa

Tudo o que eu disser não representará fielmente a solidariedade que eu sinto por Jade Barbosa. Uma atleta se machucar em uma final, em uma Olimpíada dentro de casa, tão esperada e sonhada. Só posso dizer: Força, Jade!

21 mayra

Mayra Aguiar demonstrou toda a sua força psicológica. Favorita, o ouro era quase certo para a atleta, mas por uma decisão duvidosa dos juízes, ela caiu na semifinal. Qualquer atleta entraria em desespero, mas Mayra foi fria e 20 minutos depois voltou ao tatame como se nada tivesse acontecido para buscar um saboroso bronze que valeu um ouro. Guerreira!

20 remo

As belas paisagens do Rio durante as provas de Remo! Sempre muito bonito de se ver!

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A dupla espanhola formada por Rafael Nadal e Marc Lopez já tem uma medalha garantida, só vão decidir se será ouro ou prata contra a Romênia. O gênio Rafael Nadal, na chave simples, enfrentará mais tarde o brasileiro Thomaz Belluci pelas quartas de final. O espanhol é favorito a sair com dois ouros e, mesmo assim, há quem insista que a grande notícia foi o chamego dele com seu companheiro de duplas. Seja o que for, é problema deles, não nosso.

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