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Olin Batista retoma sua carreira de DJ e lança a música ‘Luma”, em homenagem à mãe

Após dois anos longe das picapes desenvolvendo seu conhecimento e veia artística,  o  jovem de 20 anos está de volta ao cenário da música eletrônica

 Olin Batista retoma sua carreira como DJ após dois anos de reciclagem e desenvolvimento de seu conhecimento e veia artística e se prepara para lançar sua nova música: “Luma“. Dedicada a sua mãe, Luma de Oliveira, o som eletrônico foi lançado no dia 9 de março e já tinha mais de 11 mil downloads em menos de 48 horas. Trata-se de um house music com pitadas tribais e brasileiras.

A ideia de homenagear Luma na música surgiu em um dia em que Olin estava olhando fotos antigas da família e do Carnaval. A ligação entre a progenitora e a faixa vai além das fotos: “Eu queria seguir a filosofia de que ela deu à luz a mim e agora eu estou dando vida a minha carreira com uma música dedicada a ela. É uma relação bonita e simboliza a nossa forte ligação um com o outro. Eu apenas a amo e a respeito muito”, conta o jovem.

A música conta com uma breve participação de Jô Soares, ou melhor, sua voz. “À noite fui para o estúdio para relaxar e digitei o nome dela no YouTube. Encontrei uma entrevista antiga, por volta de 1988, com Jô Soares.  Ele apresentava a minha mãe com muito animação. Cortei a parte em que ele dizia: “Luma de Oliveira” e usei só “Luma”, conta o DJ.

O primeiro contato de Olin com a música eletrônica foi aos 12 anos e aos 15 ele já estava tocando nos melhores clubes e festivais do Brasil. Mas com o crescimento do segmento, Olin percebeu que estava na hora de se profissionalizar ainda mais 

“Eu senti que precisava me desenvolver para alcançar outro nível e dar algo a mais para as pessoas. Em 2013 eu comecei a aprender a produzir música, mas ainda não estava no nível de qualidade para se destacar no mercado internacional. Em 2014 conheci meu atual manager, Viktor Franko, e ele me incentivou a ir para o estúdio dia a dia e melhorar minhas habilidades de produção. Viktor me sugeriu parar de fazer turnês e voltar com um perfil completamente novo, que estivesse inserido na cena internacional também. Eu trabalhei duro, passei milhões de horas  em estúdio e foi muito difícil, porque eu queria compartilhar um monte de coisa com as pessoas (através das redes sociais), mas não era o momento. Eu não falei sobre o que estava acontecendo comigo e no estúdio nem mesmo com os meus amigos. Então, basicamente, tudo o que estava ‘sob segredo’. Viktor era a única pessoa que sabia tudo e me ajudou mentalmente também, porque, como todo mundo sabe, esse período da minha vida não foi fácil por causa dos problemas na família. Então eu fiquei focado também nesses momentos complicados, e  comecei a produzir melhor”, explica.

A música “Luma” foi lançada online gratuitamente através do Soundcloud pela gravadora Sosumi Records, do DJ e produtor Kryder.  Quer ouvir o novo som de Olin?
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Confira abaixo a entrevista completa com o DJ Olin Batista

Como foi o processo de produção deste novo trabalho? Poderia explicar com mais detalhes o que fez nesses dois anos em que ficou focado neste nisso?

Dois anos de silêncio precisa de alguma explicação. Atualmente eu tenho 20 anos de idade. Estou em contato com a música eletrônica desde que eu tinha 12 e comecei a turnê no Brasil quando eu tinha 15 anos. Eu toquei nos melhores clubes e festivais no Brasil e realmente curti cada momento, mas com o passar dos anos a música eletrônica tornou-se algo tão grandioso, que senti que precisava me desenvolver para alcançar outro nível, dar algo a mais para as pessoas. Em 2013 comecei a aprender a produzir música, mas ainda não estava no nível de qualidade para se destacar no mercado internacional.

Em agosto de 2014 tive a chance de tocar em uma das melhores boates do mundo chamada Story Miami de propriedade de Dave Grutman. Dave ouviu o meu set e quando saí da cabine do DJ ele veio me parabenizar e me convidou para tocar em outro clube, chamado LIV. Fiquei honrado e chocado ao mesmo tempo, já que Dave é um dos grandes e mais experientes neste meio. Minhas apresentações tinham sido muito bem sucedidas, me deram muita inspiração, mas eu precisava de uma nova meta a ser alcançada. Voltei para o hotel e não conseguia dormir, fiquei fazendo um balanço de tudo o que tinha vivido e, naquele dia, decidi dar o próximo passo na minha carreira.

No mesmo mês fui apresentado a Viktor Franko, que se tornou meu manager mais tarde. Nós começamos a nos conhecer melhor e ele me sugeriu parar de fazer turnês e voltar com um perfil completamente novo, que estivesse inserido na cena internacional também. Ele me incentivou a ir para o estúdio diariamente e melhorar minhas habilidades de produção. Trabalhei duro, passei milhões de horas em estúdio e foi muito difícil, porque eu queria compartilhar um monte de coisa com as pessoas (através das redes sociais), mas não era o momento. Eu não falei sobre o que estava acontecendo comigo e no estúdio nem mesmo com os meus amigos. Então, basicamente, tudo o que estava ‘sob segredo’. Viktor era a única pessoa que sabia tudo e me ajudou mentalmente também, porque, como todo mundo sabe, esse período da minha vida não foi fácil por causa dos problemas na família. Então eu fiquei focado também nesses momentos complicados, e então comecei a produzir melhor e melhor  e aqui estamos. 

– O que as pessoas podem esperar desta produção e por que é especial?

Esta produção é realmente especial . Primeiro de tudo, porque é o meu primeiro lançamento oficial, além disso, está sendo liberado pelo mundialmente famoso DJ internacional  e produtor chamado Kryder, que lançou seu selo: Sosumi Records. Outra coisa, e talvez a mais importante, é que esta faixa é dedicada à minha amada mãe Luma De Oliveira. Eu queria seguir a filosofia de que ela deu à luz a mim e agora eu estou dando vida a minha carreira com uma música dedicada a ela. É uma relação bonita e simboliza a nossa forte ligação um com o outro, eu apenas a amo e a respeito muito!

– Quando e como surgiu a ideia de dedicar a música para sua mãe? Qual foi a inspiração?

Eu procuro sempre incluir o máximo de sentimento e amor possível em minhas produções, todas têm uma historia interessante por trás. Então, nada mais gratificante do que poder homenagear a pessoa que mais amo na minha vida fazendo o que amo. A ideia foi fazer uma música com elementos ‘tribais’ e com bastante percussão, algo que lembrasse e tivesse uma vibe brasileira e ‘carnavalesca’. Dessa ideia surgiu ‘Luma’.

Eu me lembro claramente desse dia. Foi em meados de junho em 2015. Comecei a olhar algumas fotos antigas de família e de carnaval durante o dia. À noite eu fui para o estúdio para relaxar e ouvir um pouco de música e digitei o nome da minha mãe para o YouTube. Encontrei uma entrevista antiga, por volta de 1988, com Jô Soares. No início da entrevista ele apresentava a minha mãe com muita animação. Cortei a parte onde ele dizia: ‘Luma de Oliveira’ e usei só ‘Luma’. Comecei a fazer a mixagem, incluir outros sons. Depois de algumas horas eu tinha o primeiro minuto pronto e a partir daí todo o processo criativo fluiu. No dia seguinte fui novamente para o estúdio trabalhar a música e a demo ficou pronta em uns 3 dias. Comecei a pensar em que gravadora se encaixaria e essa já mencionado, a Sosumi Records, foi minha favorita. Consultei meu manager, Viktor, que deu a ideia de aumentar a música. Como eu disse, o proprietário da gravadora é o Kryder, alguém que eu admiro muito, e o que Deus armou? Na mesma semana descobri que o Kryder ia tocar no Rio de Janeiro, e naquele fim de semana. Então eu fui lá, tivemos uma grande conversa e no final trocamos contatos. No dia seguinte eu já mandei a produção via e-mail e tive a resposta quase imediatamente. A reação dele foi: ‘Wow, não estava esperando isso cara … Isso é grande, definitivamente algo que gostaríamos de lançar na Sosumi. Ótimo trabalho!’

Foi muito importante para mim ter esse feedback ‘intenso’ vindo de um artista como ele. Esta foi a prova, mais uma vez, que a criatividade não tem limites.

– O que sua mãe disse quando soube que há uma faixa dedicada a ela?

Ah, foi um momento lindo. E foi engraçado, porque tive que manter em segredo durante quase seis meses. Dá para imaginar quão difícil é, né?! Mas eu queria esperar até a data certa, que foi no meu aniversário de 20 anos, em 16 de dezembro. Fizemos um jantar na casa da minha mãe com a família e as pessoas que são importantes para mim, e, depois que eu apaguei minhas as velas no bolo, dei para ela uma foto emoldurada, que é a arte especial do lançamento da música. Nós dois choramos como bebês, foi um momento muito bonito, todo mundo ficou com os olhos marejados. E ela ficou chocada (de uma boa maneira é claro :))

 – Como você definiria esse lançamento, o que as pessoas podem esperar?

É basicamente uma música da categoria ‘house music’, mas a faixa tem uma pitada tribal e eu também incluiu um monte de ‘sentimento de brasileiro’, com trombones. A música tem o meu amor e respeito pela minha mãe, o meu gosto musical, minha nacionalidade. Eu amo este país lindo e as pessoas daqui, amo viver aqui. Realmente eu queria dar algo especial ao público, especialmente porque estamos cada vez mais perto das Olimpíadas, o que é algo grande para o povo brasileiro.

A Sosumi Records é a primeira gravadora de downloads de música eletrônica gratuita, então todo mundo pode baixar e tocar alto: Nas boates, nos bares, nos carros, em casa, no escritório, em todo lugar. A faixa tem essa mensagem: é para todo mundo em qualquer hora.

 – Como é o apoio da sua família em relação a sua carreira?

Ambos ficaram super orgulhosos, eu pude sentir isso no olhar dos dois. Não tem nada mais gratificante do que receber isso em troca, um olhar cheio de lágrimas, de emoção e de orgulho. Esperei esse momento por muito tempo. Claro, eles sempre acreditaram e sempre me deram força para eu fazer o que amo. Mas nada como você ter um resultado em mãos para mostrar e eles realmente verem a dimensão que isso tomou. É completamente ‘outro mundo’ para eles, então é bem difícil você compreender certas coisas com as quais você não está habituado. Sem dúvida, foi um dos maiores momentos na minha vida até agora. São momentos como este que lembraremos para o resto de nossas vidas.

Agora eu sinto que tudo está no momento certo e no lugar certo.

Como foi o processo para se tornar DJ? De onde vem esta paixão? Há quantos anos está neste meio?

Como disse anteriormente, me ausentei nos últimos dois anos dos palcos e me tranquei no estúdio para focar e aprimorar meu talento em produção musical. Aprendi mexendo e ‘fuçando’ tudo. Admito que já pensei em desistir algumas vezes, é difícil. O processo de uma produção de uma música eletrônica é bem complexo e detalhado, exige muita força de vontade e dedicação. Todo produtor sabe o quanto é frustrante no começo quando você não chega a resultado nenhum. Eu não tinha ideia do que eu estava fazendo no começo, anos atrás, sentia vontade de socar a parede, jogar tudo para o alto e desistir, mas felizmente meu coração sempre bateu mais alto pela música, o que me fez respirar fundo e continuar. É como se não tivesse escapatória. Quando você é apaixonado por algo, você quer saber tudo, qualquer pequeno detalhe sobre aquilo.

Eu tinha 12 anos quando conheci a música eletrônica, foi um ritmo chamado “trance”. O quarto do meu irmão, Thor, fica ao lado do meu e eu ouvia essas músicas que vinham do quarto dele. Foi amor à primeira vista. A partir daí fui descobrindo artistas como: Armin Van Buuren, Arty, Daniel Kandi e eles se tornaram meus modelos. Comecei a aprender e me interessar ainda mais sobre como é ser DJ quando eu tinha 13 anos e meu conhecimento começou a crescer gradativamente. Mas foi aos 15 anos que senti que tinha conhecimento suficiente para ficar na frente do público e que era aquilo que eu queria fazer.

Quais os  desafios na carreira de um DJ?

Olha, música é um mercado que está sempre em constante mudança. Nestes dois anos que estive longe dos picapes o Brasil ganhou muitos talentos novos e também se tornou um país mais respeitado na cena eletrônica mundial. Hoje em dia a demanda é muito maior e isso se torna cada vez mais difícil para novos talentos e para quem quer entrar no mercado. O lado bom é que isso fecha as portas para os Djs ‘fakes’. Música é uma profissão que se você entrar por dinheiro, você não vai a lugar nenhum. “It’s all about the love and passion for it”. Então acho que pra você crescer no ramo, você tem que ser ‘leal’ e ‘fiel’ ao seu som. Confiar em si mesmo em primeiro lugar. Porque se não fizer isso, ninguém vai fazer isso por você. Uma das coisas incríveis sobre música, é que não existem regras. Você é livre para fazer o que bem entende. É só uma questão de deixar a criatividade e inspiração fluir. Dentro da música eletrônica existem diversos subgêneros. É difícil classificar meu ‘som’ dentro de um gênero só, pois vou pegando influências e criatividade de todas as musicas que escuto. Independente do gênero, tudo o que eu escuto e gosto tento incluir nas minhas musicas de alguma maneira, um elemento daqui, outro dali, e por aí vai. Não gosto de ficar classificando por ‘gênero’. Para mim música boa é música boa!

Ser apenas DJ não é o suficiente o bastante. Você tem que produzir sua própria música, o que é realmente uma coisa difícil. Você também tem que manter contato com as pessoas através das redes sociais e tem que ser interessante para eles no dia a dia. Além disso, tem que seguir as tendências reais, você vai ter que ser mais preciso, antenado. Por isso é uma coisa muito complexa e desafiadora.

 Quais são suas pretensões na carreira a partir desta nova fase?

Estou cheio de planos agora, mas citando alguns: Construir meu perfil musical internacional, com shows em todo o mundo, liberando boa música em boas gravadoras, colaborar com outros produtores. Quero também começar o meu próprio programa de rádio chamado “Spirit of sound”, para conhecer e encontrar com novas pessoas e também há um plano para através da minha música fazer parte de alguma forma dos Jogos Olímpicos 2016 aqui no Rio. Não há nada de concreto ainda, são apenas planos.

 Ser filho do Eike e da Luma interfere de alguma forma em sua carreira?  

Não foi muito fácil no início, pois todo mundo achava que eu me tornei DJ apenas por causa dos meus pais e não pelo meu talento e dedicação. Mas graças a Deus depois as pessoas começaram a perceber que tenho talento nisso e que eu amo o que faço, aí, tudo mudou. É claro que algumas pessoas ainda fazem a minha conexão com os meus pais, o que não é algo ruim para mim, mas eu gostaria de deixar a minha própria marca na história como o DJ e produtor Olin Batista e não como o filho de Eike Batista e Luma de Oliveira.

É por isso que a cena internacional é tão empolgante. No exterior ninguém sabe o meu nome, então posso ser eu mesmo, conseguir as coisas através do meu esforço. Eu quero ser uma referência em termos de pensar grande, realizar grandes coisas. O trabalho duro compensa. Mas, é como meu pai me ensinou, um pouco sorte é sempre bem-vindo.

Visite as redes sociais de Olin Batista:

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