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Rio 2016 – Boletim do primeiro dia!

  (Por Thiago Barros)
Discreto, o rapaz não tem a mídia de Arthur Zanetti e Diego Hypólito, mas é o único ginasta que se classificou para três finais, uma em equipe e duas em aparelhos. Uma promessa da ginástica artística!

Arthur Nory! Discreto, o rapaz não tem a mídia de Arthur Zanetti e Diego Hypólito, mas é o único ginasta que se classificou para três finais, uma em equipe e duas em aparelhos. Uma promessa da ginástica artística!

 Galera, diariamente vou trazer um boletim com o resumão da Olimpíada. São muitos assuntos, muitos esportes e emoções ao mesmo tempo, medalhas em demasia (o que é muito saboroso), muitas histórias para a posteridade. Muitos assuntos que estarão nos almanaques daqui uns 100 anos! Vamos viajar pelo mundo olímpico:
1) A primeira medalha da Olimpíada aconteceu no tiro esportivo com a norte-americana Virginia Thrasher, carabina de ar 10 m.
2) A primeira medalha brasileira nos Jogos foi de Felipe Wu também no tiro, pistola de ar 10 m. Ele ficou com a prata, perdendo para Hoang Xuan, do Vietnã. Histórico!
3) No handebol, a seleção feminina bateu a maior potência do mundo, a Noruega, e se credenciou na briga por um ouro inédito. Angola provocou uma baita zebra ao vencer a Romênia.
4) No vôlei, a seleção feminina passeou contra Camarões, venceu por 3-0. Na praia, as duplas formadas por Alison Mamute/Bruno e Agatha/Bárbara seguiram em frente. Das seis possibilidades de medalhas no vôlei, seja de quadra ou de praia, o Brasil tem chances reais de conquista em todas, inclusive com alguns ouros. Amanhã tem mais!
5) Natação! Peaty Adams, nadador britânico, bateu o recorde mundial nas eliminatórias dos 100m borboleta masculino e a equipe feminina da Austrália também bateu o recorde mundial na final do revezamento 4 x 100 livre (ouro). Katinka Hosszu fez mais do que conquistar um ouro para a Hungria, ela bateu o recorde mundial nos 400m medley. Perfeito, tanto quanto a classificação da dupla brasileira João Gomes e Felipe França para a final dos 100m peito. Eu já avisava sobre eles!
6) No tênis, o número 1 do ranking da ATP, Novak Djokovic, se divertiu com o público na estreia do torneio de duplas. Ele até queria dar um selinho em seu parceiro Zimonjic, que negou. Djoko, o rei do tênis, pode pintar no caminho da dupla brasileira formada por Marcelo Melo e Bruno Soares na próxima fase. Que medo!
7) No judô, Sarah Menezes e Felipe Kitadai, ouro e bronze em Londres, não repetiram o desempenho de quatro anos atrás. Faz parte do esporte! Eles saem sem medalhas do Rio e Sarah ainda teve como prejuízo uma luxação no braço e uma amarga ressaca. Erika Miranda e Charles Chibana vão em busca de medalhas amanhã.
8) No futebol feminino, o Brasil atropelou a sua maior concorrente na fase de grupos, a Suécia (5-1). Cristiane se tornou a maior artilheira do futebol nas Olimpíadas, tanto no masculino, quanto no feminino. Porém, ela deixou o campo lesionada e pode ter sido o fim dos Jogos para a craque brasileira. Brasil, Canadá e EUA garantiram a classificação antecipada neste sábado e a goleira norte-americana, Hope Solo, teve que ouvir, outra vez, os gritos no Mineirão: “ÔÔÔÔ Zikaaaaa”. Se você não entendeu, é uma referência a uma foto irônica que ela postou nas redes sociais sobre a situação caótica do zika vírus no Brasil. Provocou, agora aguenta lindona.
9) O rugby deixou de fazer parte dos Jogos Olímpicos há quase 100 anos (1924). Voltou hoje com o rugby sevens. A seleção feminina, como era de se esperar em um país que desconhece o esporte, foi atropelada por britânicas e canadenses.
10) No basquete masculino, o Dream Team dos EUA passaram como um rolo compressor por cima da China. Durant e Carmelo Antony sobraram. No feminino, como era de se imaginar, o Brasil perdeu para a Austrália e mostrou pq é candidato a ficar na primeira fase.
11) No boxe, 81kg, o brasileiro Michel Borges, um amador, venceu um profissional, o camaronês Nkikam. E com sobras! Tente se lembrar dos resultados dessa modalidade em 2012, dos irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão. Eram amadores também! Será que teremos mais medalhas?
12) Van Avermaet pedalou no Rio por mais de 6 horas no ciclismo de estrada e levou o ouro para a Bélgica. Uma surpresa para quem não acompanha o esporte, mas uma confirmação para quem viu sua participação no Tour de France. Ele era ex-jogador de futebol, poderia estar na tal “geração de ouro belga”, mas suas pedaladas foram para outro caminho. Ainda bem!
13) No polo aquático masculino, o Brasil começou com vitória por 8-7 contra a Austrália. Muito bom!
13) Os rapazes da ginástica artística deram um show neste sábado. Primeiro, com a classificação da equipe para a final. Individualmente, todos conseguiram índices para disputar as medalhas. Arthur Zanetti, favorito, defenderá seu ouro de 2012 nas argolas. No solo, o inspirado Diego Hypólito e o talentoso Arthur Nory classificaram-se para a final. Sérgio Sasaki se classificou no individual geral masculino e Arthur Nory também. Chico Barretto, para comoção de sua mãe que chorava copiosamente, conseguiu a vaga na barra fixa.
Galera, não tem como eu citar tudo aqui, pois eu escreveria um verdadeiro testamento. Mas o primeiro dia foi marcado pelo espírito olímpico, muito choro, alguns micos, ameaças de terrorismo e uma triste contusão de um atleta da ginástica artística francesa: Samir Ait Said. São imagens inenarráveis e eu não teria coragem de publicá-las em lugar algum, pois realmente são chocantes. A imagem mais emblemática aconteceu com o nadador espanhol Miguel Duran, que queimou a largada depois de ouvir um barulho. Pelas regras, estaria eliminado. Então logo que percebeu que seu trabalho de 4 anos estava destruído por um erro bobo, ele ficou aos prontos, comoveu o público que o aplaudiu de pé, foi para o vestiário, mas… foi chamado de volta. Sim! Ninguém nunca saberá se os árbitros, comovidos, burlaram a regra ou se realmente houve um erro no momento da largada, como eles defendem. Duran voltou emocionado, disputou a prova, não se classificou para a final, mas o fato de ter participado da Olimpíada já foi uma grande vitória e uma bela lição do que é a solidariedade no esporte.
Por último, Felipe Wu. O Brasil conquistou sua primeira medalha em uma Olimpíada em 1920, na Antuérpia, justamente no tiro com Guilherme Paraense, que levou o ouro. Quase um século depois, a América do Sul recebe uma Olimpíada pela primeira vez e novamente é do tiro esportivo que sai a primeira medalha brasileira dentro do seu próprio território, dessa vez com Felipe Wu. O Brasil é o país do tiro?
Essas são algumas imagens do dia (Fotos: Reuters, Jogos Olímpicos, Brasil 2016, Time Brasil e Getty Images)
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