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Lutador americano de UFC disse que o Brasil é um “chiqueiro” e ainda “Esses animais imundos (brasileiros) não prestam”

 

Fonte:  Sidney Rezende

A comunicação utilizada pelo fanfarrão deu fama a Conor e muito, mas muito, dinheiro. E, por isso, existem tantos “filhotes” repetindo as provocações antes dos combates. Pretende-se a exibição para os fãs se excitarem e, curiosos, comprarem ingressos e pay per view. E, neste caso, quem mais ganha são os donos do UFC. Eles estão multimilionários. Essa turma ganha os tubos aqui no Brasil. O próximo saque será em Belém, capital do Pará. O nosso país é uma presa fácil para eles.

Ocorre que todo este teatro acontece nos meses e dias que antecedem a luta. E, depois, terminado o confronto, os lutadores se abraçam, se confraternizam, e vão para casa como colegas de profissão. Sem mágoas. Mas existem alguns tontos que repetem tanto esta mentira e pensam ser verdade. E sobre um caso destes, específico, que nos deteremos aqui.

O marrento Colby Covington xingou o Brasil e os brasileiros para esquentar sua luta contra Demian Maia. Tudo dentro do esquadro promocional visando atrair atenção. Ele foi ao octógono e venceu Maia, com méritos. Não bastando a demonstração da sua superioridade, ele foi protagonista de um dos espetáculos mais deprimentes do UFC. Ele continuou sua ofensas sem graça. Criminosas, na verdade.

Colby foi altamente desrespeitoso, e ofendeu o Brasil e o seu povo. Não foi algo menor. “Eu deveria ter nocauteado. O Brasil é um chiqueiro. Esses animais imundos (brasileiros) não prestam. Não precisa de tradução e traz meu cinturão. Me dê o Tyronn Woodley”, esbravejou.

O repórter do UFC,Daniel Cormier, também lutador, – e campeão, pasmem! -, que o entrevistava, sorrindo(quando a atitude mínima deveria ser de condenação pela ofensa), não permitiu ao tradutor brasileiro dizer em português o que o falastrão tinha dito.

Mas parte da plateia que sabe inglês ficou indignada e tocou para fora o tal do Colby Covington embaixo de objetos. O curioso é que a melhor equipe de transmissão de TV deste tipo de modalidade, alojada no canal fechado Combate, liderada pelo excelente narrador Rhoodes Lima e o comentarista alto nível, Luciano Andrade, não traduziram. Eles condenaram o gesto, sem traduzir para os telespectadores que não dominam o idioma. Suspeita-se cuidado porque são parte do espetáculo. Falha grave.

Quando se esperava que, após o evento, com calma e serenidade, os executivos do UFC fossem veementes, afinal de contas os brasileiros não são porcos e nem nosso país é um chiqueiro, não foi o que aconteceu. A fala de um dirigente foi frouxa. Na verdade, uma decepção depois da triste atitude do compatriota que entrou e saiu do local de luta abraçado a bandeira dos Estados Unidos.

O próprio site Combate reproduziu a versão de um dos chefões do UFC, David Shaw, vice-presidente da organização para assuntos internacionais. É bem verdade que ele lamentou a conduta do lutador americano ao xingar brasileiros, mas também criticou torcedores por arremessar copos. E ficou por isso mesmo.

“Colby criticou o país e São Paulo com frases cheias de palavrões e preconceitos, e virou alvo da torcida no Ibirapuera após novos impropérios em cima do octógono. Uma chuva de copos caiu em cima do lutador na sua saída para o vestiário. David Shaw criticou tanto o público como o lutador.

– A reação do público durante toda a noite foi fantástica em geral. Os fãs brasileiros são muito inteligentes, conhecem o esporte muito bem, estavam com bastante energia. Quanto a reação à luta do Colby, não tem como apoiarmos nenhum fã jogando algo nos lutadores, mas levaremos a situação com Colby a sério. Já está sendo revisado junto com o nosso código de conduta. Não é algo que nos deixa felizes. Não ficamos felizes com isso essa noite. Não posso falar agora o que pode acontecer, mas vamos rever isso durante essa semana – afirmou o dirigente na coletiva após o evento”.

 

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