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Dig Dutra, do Zorra Total estará na capa de Dezembro da Revista Styllus‏

BELA E CHEIA DE GRAÇA!


Dig Dutra deixou o Paraná para ir ao Rio de Janeiro em busca do sonho de ser atriz. Graduada em artes cênicas e pós-graduada em cinema, conseguiu ser reconhecida e se aprofundou no gênero da comédia: “Não tem como não gostar de fazer o público rir”, garante a atriz do humorístico Zorra Total, da Rede Globo. “O meu sonho é trabalhar com Tony Ramos. Dizem que é uma experiência marcante”, debulha-se em elogios a curitibana que em 2014 estreia um espetáculo no México sob a direção de George Sada.

Por: Romário de Oliveira

Fotos: Helmut Hossmann

Make-Hair: Celly Almeida 

Look: Kimika – Favela Hype – Lix Fashion 

Agradecimentos: Carioca Temporada e Bia Zany Assessoria

 

Revista Styllus – Risada. Eis a sua palavra favorita. Fazer humor foi uma escolha?
Dig Dutra – Eu amo dar risada. Não consigo imaginar a vida sem umas boas gargalhadas. Logo na primeira peça que fiz no teatro, aos 15 anos, fiz o único personagem cômico do texto. Mas nunca direcionei minha carreira para o humor. Foi acontecendo naturalmente.

Revista Styllus – O humor sempre foi algo presente em sua vida? É algo nato ou é possível uma boa atriz “trabalhar para tentar ser engraçada”?
Dig Dutra – Meu pai é muito engraçado e eu cresci num lar de muito bom humor. Sempre fui a engraçada da turma, mas acho que o talento para a comédia tem mais a ver com o meu lado criativo do que com o meu lado engraçado. O tempo de comédia é intuitivo. Não sei se é possível aprender isso.

Revista Styllus – Ser reconhecida hoje como uma grande atriz no ramo faz você rir a toa?
Dig Dutra – O que me faz rir a toa é ter a felicidade de trabalhar com o que eu mais amo fazer. Eu sou muito realizada por viver da arte. Eu sempre fui fascinada pelo teatro, pra mim é um lugar mágico. Até hoje com 22 anos de carreira eu me emociono quando subo no palco. Ser atriz é um sonho que eu realizo diariamente.

Revista Styllus – Quais são suas influências no humor? Em quem você se inspirava ou se inspira?
Dig Dutra – Eu trabalho com várias vertentes, mas a criação do personagem, a caracterização, o estudo da voz, do corpo, a capacidade do ator de se transformar completamente de um personagem para o outro sempre me encantou. Minha grande inspiração sempre foi o Chico Anysio, pela capacidade de criar tantos personagens. Mas também adorava os personagens únicos, porém versáteis de Lucile Ball, Os Trapalhões, Jerry Lewis, O Gordo e o Magro, Carlitos.

Revista Styllus – “Se eu vou sobreviver? Não sei!”, nome da sua peça, foi a frase de despedida quando você saiu do Paraná em busca do sonho de ser atriz no Rio de Janeiro?
Dig Dutra – [Enfática] Não. Minha frase de despedida foi “vou lá vencer, ah se vou!” [risos]. Sou muito determinada e teimosa que só vendo. Não me fala que eu não posso ou que “tal coisa” não vai dar certo porque aí é que eu vou querer! Não importa o tempo que levar, mas eu não desisto do que eu quero. Dos meus sonhos, então… O nome da peça é dramático porque eu sou dramática, assim como todas as mulheres. Estou em turnê com esse espetáculo solo de humor onde além de atuar, assino o texto e a direção. É um trabalho autoral que me dá muito orgulho.

Revista Styllus – Foi o teatro que abriu as “cortinas” para você fazer sucesso hoje na TV?
Dig Dutra – Sem dúvida. Além do teatro ser o meu ponto de partida, de onde eu surgi como atriz, de ser o lugar onde até hoje eu me reinvento, me reencontro, onde me renovo, também foi o meu cartão de visitas quando cheguei no Rio.

Revista Styllus – Conte-nos um pouco sobre a sua participação no Zorra Total. Como você foi parar no humorístico?
Dig Dutra – O Maurício Sherman, diretor do programa foi me ver no teatro junto com o nosso redator Gugu Olimecha. Gostaram da minha personagem Suellen que rodava as tranças e me convidaram para integrar o elenco do Zorra. Lá a Suellen recebeu o nome de Maria da Abadia e se tornou a heroína do Patrick. Mas não foi assim tão simples. Eu já tinha mostrado outros personagens para o Sherman, já tinha feito outros testes. Não foi sorte, foi uma conquista.

Revista Styllus – É verdade que você sonha trabalhar com o ator Tony Ramos? Vai do humor ao romance?
Dig Dutra – Existem muitos atores talentosos mas o que me chama a atenção no Tony Ramos é o que falam dele como pessoa. Deve ser enriquecedor trabalhar com um ator tão talentoso e com essa grandeza de humanidade, de generosidade. Ainda mais se fosse num gênero diferente da comédia. Seria um trabalho e tanto, hein?

Revista Styllus – O que faz você perder o humor?
Dig Dutra – A falta de amor. As pessoas estão cada vez mais individualistas, não pensam mais no próximo. Não se respeita mais ninguém. Às vezes fico assustada com a falta de compaixão das pessoas. Se eu tivesse que escolher um ingrediente apenas pra tentar salvar o mundo, seria o amor.

Revista Styllus – Que outra profissão você gostaria de ter seguido?
Dig Dutra – Gosto de tudo relacionado às artes. Dificilmente sairia deste segmento. Seria artista plástica ou escolheria alguma profissão ligada à criação como arquitetura, design, publicidade, moda…

Revista Styllus – Como você vê o humor brasileiro hoje?
Dig Dutra – Eu acho que o humor no Brasil atualmente está se renovando. Coisas novas estão surgindo, formatos e linguagens novos. Com certeza é uma época que será lembrada como um divisor de águas. Acho que muito se dá por causa dos novos veículos de comunicação, como a Internet e os dispositivos móveis, por exemplo. É um momento novo onde ao mesmo tempo que se descobre como fazer se estabelece um novo formato.

Revista Styllus – A política brasileira pode ser uma boa inspiração para fazer humor hoje?
Dig Dutra –Tem coisas tão absurdas acontecendo na nossa política que por si só já parecem piada. Na verdade tudo é matéria prima para o humor, que não deixa de ser uma forma de protesto e indignação.

Revista Styllus – Atualmente, o stand up tem feito grande sucesso no país. O que você acha desse tipo de humor?
Dig Dutra – Adoro. Já assisti coisas muito legais e criativas. Não é o tipo de humor que eu faço, acho difícil, é pra quem sabe fazer. O que mais me agrada no stand up é esse desprendimento que o humorista tem de poder fazer seu show em qualquer lugar. Tem público, tem um microfone, tem show!

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