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Corrida global é oportunidade para quem quer competir e viajar ao mesmo tempo

Apaixonados por corrida aproveitam para correr e conhecer diferentes lugares do mundo pela Wings For Life World Run

Correr e viajar são duas coisas que podem estar juntas. Corridas de rua como a Wings For Life World Run, que acontece no dia 7 de maio em Brasília e mais 23 cidades ao redor do mundo, tornaram-se um bom motivo para programar as férias e conhecer novos lugares, sem deixar de praticar esporte.

Pelo caráter global – 24 cidades do mundo todo largam simultaneamente, independentemente do fuso horário -, a Wings For Life World Run é um exemplo disso. O advogado Enio Cesar da Silveira, de Florianópolis (SC), é prova de que é possível competir e conhecer o mundo ao mesmo tempo. Em 2014, quando soube da prova, descobriu que estaria nos Estados Unidos. Resolveu, então, fazer uma pequena mudança em seu itinerário de férias para poder correr em Santa Clarita (EUA), uma das cidades da corrida global.

“Eu e minha esposa saímos em êxtase da prova na Califórnia! Nunca tinha corrido mais do que 15 km e naquele dia tinha feito 21.4 km para fugir do Catcher Car”, conta Enio. Ainda naquele dia foi anunciada a data da competição no ano seguinte, e o casal decidiu que não perderia nenhuma edição.

“Além da causa ser incrível, percebemos que era uma forma muito bacana de conhecer vários lugares diferentes, então resolvemos que correríamos em uma cidade diferente a cada ano. Não vai ser fácil, mas o desafio é interessantíssimo!”, diz Enio. Por enquanto, a meta está sendo cumprida. Em 2015, ele e a esposa correram em Santiago (CHI); em 2016, seguiram para Brasília. Neste ano, participarão da prova em Viena, na Áustria. “O planejamento continua e vamos seguir à risca. Estamos com as passagens compradas!”, finaliza Enio.

A brasileira Letícia Saltori, que foi a vencedora em 2016, no Brasil, entre as mulheres depois de correr 51 km em Brasília, também escolheu mergulhar de cabeça no turismo. Este ano, ela correrá a Wings For Life World Run na cidade de Poznan, na Polônia.

“Na hora de escolher a cidade para correr em 2017, fiquei muito na dúvida. Meu sonho é correr em Dubai, mas fiquei com receio do clima e, sabendo que vou competir na Finlândia em breve, preferi economizar as energias. Escolhi, então, a Polônia, porque é um país que ainda não conheço e parece muito lindo. Quero ficar mais tempo por lá para conhecer melhor o lugar”, explicou Letícia.

A mesma ideia vale para atletas estrangeiros, que escolheram visitar o Brasil para competir e viajar.  Em 2015, o britânico Thomas Payn ficou curioso com o conceito da prova, que não tem uma linha de chegada fixa, e resolveu participar “só para ver como era”. Venceu no Reino Unido e, como prêmio, teve direito de escolher qualquer cidade do mundo para competir em 2016. Escolheu Brasília, onde foi vencedor, mais uma vez. Agora, ele viajará para Noruega para participar da edição 2017 da prova.

A austríaca Astrid Kaltenböck tem uma história semelhante a de Payn. Depois de vencer a Wings For Life World Run na Itália em 2014, programou suas férias para correr no Brasil e conhecer o país no ano seguinte. “Escolhi o Brasil por ser um continente e um país novo para mim. E a cultura brasileira me interessava muito. Fiz muitos amigos, conheci muita gente enquanto estava aí, com as quais mantenho contato até hoje. Para mim, isso é muito, muito legal”, conta Kaltenböck.

Depois de competir em Brasília em 2015, a austríaca ainda ficou mais três semanas no país, quando conheceu Foz do Iguaçu (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA. “Já fui para o Brasil com a ideia de correr e viajar. Era uma ótima oportunidade”, acrescenta. Em 2016, ela correu em Santa Clarita (EUA) para explorar um novo país.

As inscrições para a Wings For Life World Run estão abertas e podem ser feitas pelo site http://www.wingsforlifeworldrun.com/br/pt-br/ em uma das 24 cidades ao redor do mundo. Brasil, Chile, Espanha, Itália, Holanda e Estados Unidos estão entre os países que recebem o evento. A corrida acontece no dia 7 de maio e 100% do valor arrecadado com as inscrições será revertido para pesquisas da cura de lesão da medula espinhal.

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